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Saúde pós-Copa

13/02/2017

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Novas UPAs e o aumento de leitos no SUS foram promessas para a realização da Copa do Mundo em Porto Alegre (Foto: Nândria Oliveira / Secretaria Estadual da Saúde)

Luiza Fritzen
luizafritzen@hotmail.com

Três anos após a realização da Copa do Mundo no Brasil, ainda não foram finalizadas as obras propostas para o evento em Porto Alegre, cidade-sede dos jogos. Além das adequações e melhorias em mobilidade urbana, outro item que não foi devidamente concluído foram os reparos na saúde. Os dados revelados pelo relatório após a realização do evento mostram que os atendimentos seguiram o padrão prometido para a data, mas o legado ainda é de déficit na área.

Responsável pelo planejamento e controle dos projetos desenvolvidos para a realização do mundial em Porto Alegre, a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) tinha como meta contemplar as exigências da FIFA em relação às cidades-sede. Dentre elas, ampliar o número de leitos hospitalares no SUS, otimizar as instalações já existentes em hospitais públicos e privados, reformar o Hospital de Pronto Socorro (HPS) e implementar novas Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs, como são conhecidas.

Apesar de a organização ter iniciado em 2011 com a criação da Câmara Temática da Saúde, muitos dos projetos sequer saíram do papel. O objetivo do órgão era contemplar e organizar serviços de urgência e emergência em atendimentos hospitalares e nas Unidades de Pronto Atendimento, as chamadas UPA’s.

Em Porto Alegre foram prometidas mais cinco dessas Unidades até o segundo semestre de 2014, o que incluía o Hospital da Restinga, o Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul, a transformação dos Prontos Atendimentos Bom Jesus e Lomba do Pinheiro em UPAs e a construção da UPA do Partenon-Bento Gonçalves, que segue hoje como obra fantasma. Ainda que construídas, as outras unidades de UPAs não estão funcionando ao nível padrão FIFA.

O Hospital da Restinga foi construído, mas o atendimento à população é precário. A falta de recursos tanto do Município, Estado e Governo, acarreta em superlotação e baixa estrutura para atender casos graves. Um exemplo disso é a ausência de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e do Centro Cirúrgico. O Hospital até mesmo já sofreu com a falta de profissionais para trabalhar na região.

Outro posto de saúde que enfrenta dificuldades é o Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul, situado na Vila Cruzeiro, Zona Sul de Porto Alegre. No entanto, a falta de recursos não é a principal causa que acarreta o fechamento do local e a suspensão de atendimentos. É devido a forte onda de violência do bairro que o posto fecha suas portas. No entanto, o problema é recorrente em outras zonas da cidade e interrompe consultas realizadas no posto da Bom Jesus. Logo, o que se percebe é que a iniciativa que deveria desafogar os grandes hospitais do município não cumpre seu objetivo mesmo após mais de trinta meses após os jogos da Copa.

Outra promessa, a ampliação do número de leitos no SUS não configura com a realidade gaúcha. Até janeiro de 2012, 133 leitos hospitalares adicionais seriam incorporados ao sistema dos hospitais Vila Nova, Beneficência Portuguesa e Luterano. Além disso, havia sido estipulado um aumento de mais de 800 leitos na Capital em até três anos.

De acordo com o site da Secretaria de Atenção à saúde, em fevereiro de 2012 havia 5.302 leitos em Porto Alegre, número que passou para 5.548 em junho de 2014, mês da Copa do Mundo. Contudo, em dezembro de 2016, o sistema registra uma queda que chega aos 5.290 leitos. Essa diminuição de deve a restrição de atendimentos oferecidos em santas casas e hospitais filantrópicos em todo o estado do Rio Grande do Sul devido aos cortes de verbas destinadas ao setor feito pelo governador do Estado, José Ivo Sartori.

Prioridade para o Mundial Fifa, a modernização do Hospital Pronto Socorro também não foi concluída. A obra, iniciada em 2010, teve problemas devido à empresa responsável pela construção, que alegou dificuldades ao contratar mão de obra especializada para alguns serviços do setor, o que teria afetado o andamento da obra.

Além disso, a falta de pagamento e o atraso do salário dos operários impediu que o hospital ficasse pronto a tempo dos jogos. O setor mais atrasado foi o da recepção do hospital, o que acarretou transtorno na região. Localizado entre as avenidas Osvaldo Aranha e Venâncio Aires, tanto pacientes como quem circulava pela região se viam impedidos de transitar pelo local graças aos materiais e a estrutura da obra.

Divididas em várias etapas, as obras do HPS têm previsão de conclusão total para o segundo semestre de 2018. Ao todo, serão investidos cerca de cerca de R$ 60 milhões, dos quais 85% serão bancados pela Prefeitura e o restante pela União. O custo elevado se deve ao fato de que todas as unidades estão sendo modernizadas, o que inclui novas estruturas de água e esgoto, rede elétrica e de dados, bem como sistema de ar-condicionado e a reforma de portas, janelas, móveis, elevadores e a pintura do prédio.

O que fica evidente é que os aspectos e medidas que, de fato, funcionaram para a Copa do Mundo 2014 foram os atendimentos prestados a quem veio visitar assistir aos jogos e conhecer a cidade. Durante os jogos, mais de 350 mil turistas passaram pela Capital gaúcha. Para a ocasião, foi estipulado que os estrangeiros que necessitassem de atendimento deveriam ser encaminhados para duas unidades: o Hospital Pronto Socorro (HPS) e Presidente Vargas.

A medida foi articulada para atender desde os casos mais simples até emergências, de forma que não afetassem os atendimentos de rotina. Ao HPS, coube ser a unidade referência para atendimentos de traumas, ferimentos graves, dentre outros, e ao Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas servir como referência para atendimento pediátrico.

Também foram previstas dez unidades a mais de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com equipes completas durante os cinco dias de jogos em Porto Alegre e quatro unidades nos demais dias, o que envolveu 400 profissionais da área.

A ideia inicial era montar uma estrutura que fosse capaz de promover até 30 mil atendimentos emergenciais de saúde, assegurando não só o atendimento aos visitantes como também reforçar a assistência médica aos moradores da região.

Segundo dados do site da Secretaria da Saúde do Estado, até o dia 29 de junho de 2014, foram realizados 665 atendimentos. Destes 206 foram feitos no Estádio Beira-Rio, 310 na Fanfest, 149 no Centro de Saúde Modelo. Além disso, foram registradas 34 remoções com o uso de ambulâncias. Segundo o site, ainda, a maior parte dos atendimentos foi relacionada a queixas clínicas.

Para o governo do Estado, o que a copa deixa como legado na área da saúde é o trabalho conjunto dos gestores públicos municipais, estadual e federal e o trabalho interfederativo do Sistema Único de Saúde (SUS) no âmbito da Vigilância Sanitária. Relatórios técnicos apontam que foram realizadas 600 inspeções sanitárias durante os jogos em serviços de alimentação, serviços de saúde, ambulâncias, instalações sanitárias e serviços de abastecimento de água.

Mas a realidade de quem depende de postos de saúde vai além dos dados e, após o congelamento dos investimentos com saúde e educação aprovados a nível federal, as perspectivas sobre a saúde, tanto no país como no estado, não são positivas.

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Brasil, tetracampeão no futebol de cinco

13/02/2017
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Time comemora após vitória contra China na semifinal (Foto: Agência Brasil)

Juliana de Brites Lima
julianaedebrites@gmail.com

No dia 17 de setembro de 2016, o Brasil confirmou mais uma vez sua hegemonia no futebol paralímpico, quando venceu a final contra o Irã e conquistou mais uma medalha de ouro. Na jornada paralímpica até o ouro, a seleção venceu o Marrocos por 3×1, a Turquia por 2×0 e já havia enfrentado o Irã, numa partida empatada sem gols. Na semifinal, o Brasil enfrentou a China e venceu por 2×1, com o gol de virada marcado por Jefinho. A final do futebol de cinco quase foi o clássico sul-americano contra a Argentina, mas o time iraniano venceu os argentinos marcando dois gols.

O time árabe foi um adversário difícil, pois tinha uma defesa firme e bem postada, não tenho sofrido nenhum gol durante os jogos, até a final contra o time brasileiro, com um gol marcado por Ricardinho aos 12 minutos do primeiro tempo. Para marcar, Ricardinho avançou pela esquerda, avançou pela defesa em diagonal e chutou forte e rasteiro para marcar.

O técnico Fábio Vasconcelos já havia orientado o time que o goleiro iraniano, Meysam Ojaeiyan, é alto e bom defensor, e que deveriam chutar baixo para ter mais chances de marcar. Obediente, foi assim que Ricardinho marcou e garantiu a vitória para o Brasil. Após o gol, o Irã tentou investir mais no ataque, mas não conseguiu jogadas de efeito, e o Brasil continuou dominando a partida. Ao conseguirem apenas uma boa finalização, o goleiro Luan evitou um empate aos nove minutos do segundo tempo.

Com a vitória certa e faltando apenas um minuto para o fim da partida, a torcida brasileira já gritava “é campeão!” nas arquibancadas. No pódio, ao lado do Brasil, o Irã conquistou a prata e a Argentina, o bronze. “É um detalhe, são jogadores que decidem. E hoje a humildade. Fizemos o gol e fomos lá para trás. O que vale é o campeonato”, declarou o técnico Fábio Vasconcelos após a vitória.

Hegemonia brasileira

Podemos dizer que a seleção do futebol de cinco, composta por Ricardinho, Jefinho, Cássio, Nonato e Luan, é o “Dream Team” paralímpico. Desde que o esporte foi incluído nos Jogos Paralímpicos, em Atenas-2004, o Brasil acumula 15 vitórias, seis empates, 41 gols e apenas quatro sofridos, e nunca teve uma derrota. Em Londres-2012, após ganhar o terceiro ouro consecutivo, a seleção paralímpica recebeu o prêmio do Paralympic Sports Awards, do Comitê Paralímpico Internacional.

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Seleção paralímpica no pódio, em Londres, em 2012 (Foto: Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais)

Conheça o futebol de cinco

O esporte é praticado por atletas cegos ou com a visão parcialmente debilitada e, segundo os primeiros registros dessa modalidade, surgiu na Espanha, por volta de 1920. No Brasil, é praticado desde os anos 1950. Os atletas são classificados em B1 (cegos totais ou com percepção de luz), B2 (com percepção de vultos) e B3 (conseguem definir imagens). O futebol de cinco é modalidade paralímpica desde 2004 e o time brasileiro é o único campeão.

Os jogos são disputados em quadras com as medidas de quadras de futsal. Os atletas usam vendas, para garantir igualdade de condições de disputa a todos, e o goleiro é o único que enxerga normalmente. As partidas têm dois tempos de 25 minutos, com 10 minutos de intervalo. E a bola do futebol de cinco tem um guiso no seu interior, para guiar os jogadores, e, para isso, é necessário silêncio nas arquibancadas.

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(Foto: Brasil 2016)

Mobilidade urbana: uma realidade possível graças à Copa do Mundo de 2014

05/02/2017
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Acima, ilustração de como seria a Avenida Padre Cacique; abaixo, obra finalizada (Foto: PMPA)

Marihá Gonçalves
mariha_tk@hotmail.com

Há sete anos, quando Porto Alegre foi uma das doze escolhidas para sediar a Copa do Mundo de 2014, começava uma batalha contra o tempo para cumprir os cronogramas estabelecidos pela Fifa para a cidade receber os jogos. Entre as exigências, dez grandes obras de mobilidade urbana estavam previstas, entre elas a construção do Viaduto sobre a Avenida Bento Gonçalves, a duplicação da Avenida Tronco e o Viaduto sobre as avenidas Padre Cacique e Edvaldo Pereira Paiva. Hoje, estas são algumas das obras prometidas e algumas concluídas que fazem do legado da Copa uma realidade possível.

O secretário da gestão de José Fortunati, Urbano Schmitt, viu a oportunidade de a administração municipal obter recursos do Governo Federal e com isso trazer mais infraestrutura para a cidade. Em janeiro de 2010, as verbas conquistadas somaram R$ 423,7 milhões. Já em 2012, em novo acordo com o Governo Federal os valores foram fechados em aproximadamente R$ 888 milhões, destinados às obras de mobilidade urbana.

Iniciadas em julho de 2010, as obras do entorno do Beira Rio, contemplam as Avenidas Padre Cacique e Edvaldo Pereira Paiva, caminho que constitui uma das principais alternativas para ligar a Zona Sul ao Centro da cidade. Na tentativa de desafogar o tráfego nos dias de jogos, criou-se o Viaduto Pinheiro Borba. O resultado positivo são os 5,8 km de pistas duplicadas, no trecho entre a Usina do Gasômetro e a Rótula das Cuias que facilitam o trânsito nos horários de pico naquela área.

Com um mês de atraso, as obras no entorno do Beira Rio foram concluídas antes dos primeiros jogos.

Dois anos à frente, iniciou-se em 2012 e teve conclusão prevista para maio de 2014 o Viaduto sobre a Avenida Bento Gonçalves foi entregue só em Junho de 2016. Segundo a Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), as obras do viaduto que liga as avenidas Salvador França e Coronel Aparício Borges tiveram investimento no valor de R$ 69,6 milhões. Foram construídas seis faixas de tráfego, que somam uma extensão total de 540 metros.

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Acima, obra da Av. Bento Gonçalves em fase de construção; abaixo, ilustração da obra finalizada (Foto: G1 RS e PMPA)

Outra obra que iniciou em 2012, mas que ainda não teve conclusão, é a duplicação da Avenida Tronco. O processo desta obra envolve o reassentamento de 1.550 famílias de três bairros e cinco comunidades da cidade.

Segundo a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, 1.324 famílias acertaram a construção da nova moradia pelo programa Minha Casa, Minha Vida, ou optaram pelo aluguel social, na mesma região. Schimitt ressalta que a prioridade da prefeitura é solucionar e dar segurança aos moradores da região.

O maior problema para as famílias é a necessidade de reassentamento sem as condições apropriadas. Nem todas conseguiram obter um imóvel na região com o valor de R$ 52 mil que foi disponibilizado, por isso, muitas delas acabaram migrando para outras cidades.

Aos que optam pelo aluguel social, os entraves são outros, como colocar a residência locada no próprio nome, obter fiador e pagar cauções. Mas o valor repassado pela prefeitura, muitas vezes, não cobre o novo aluguel.

O planejamento da capital para receber a Copa previa que as obras feitas na Tronco facilitariam o desvio de fluxo de veículos nas áreas fechadas em volta do estádio Beira-Rio nos dias dos cinco jogos do mundial em Porto Alegre. A rota alternativa entre Norte e Sul de Porto Alegre pretende ligar a Terceira Perimetral ao Hipódromo do Cristal.

A Prefeitura informou que a conclusão das obras na Avenida Tronco está prevista para o final de 2017.

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Avenida Tronco finalizada (Foto: PMPA)

Não há como não perceber os frutos que a Copa do Mundo de 2014 trouxe para Porto Alegre, os bons e os ruins. Os ganhos de mobilidade urbana a cada dia aparecem em um canto da cidade. A maioria das obras previstas para a Copa só ficou pronta depois do mundial, refletindo o nome que tem: legado, algo que foi deixado de herança.

Uma noite de sonho

05/02/2017
Grêmio é penta campeão da Copa do Brasil |

Festa na Avenida Goethe (Foto: Emmanuel Denaui)

Rafael Sant’Anna Conceição
santanna.raf@gmail.com

No dia 7 de dezembro de 2016, o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense deu fim ao jejum de 15 anos sem títulos nacionais, após empatar em 1 a 1 com o Clube Atlético Mineiro e sagrar-se pentacampeão da Copa do Brasil.

Iniciada às 21h45, a final disputada na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, contou com o maior público na história do estádio: 55.337 mil torcedores. A Brigada Militar estimou que cerca de 20 mil pessoas acompanharam a decisão nos arredores da Arena. Na avenida Goethe, aproximadamente 85 mil gremistas assistiram ao jogo em telões instalados na via. Naquela noite, a capital registrou 29ºC e tempo seco. A pouca incidência de nuvens evidenciava o céu estrelado.

A torcida

As vias que cercam a Arena do Grêmio começaram a receber torcedores durante a madrugada de quarta-feira – muitos vindos do interior gaúcho. O movimento começou a se intensificar a partir do meio-dia, com a chegada das torcidas organizadas.

Bumbo preso no peito, uma baqueta em cada mão, camiseta do Grêmio amarrada na cabeça, corpo encharcado de suor e forte hálito de cerveja. Este é o farmacêutico Pedro Guimarães Zanotto, de 28 anos, integrante da Geral do Grêmio e um dos milhares de gremistas que aguardavam ansiosamente para entrar na Arena.

“Tô aqui desde às nove da manhã e vou ficar acordado até às nove da manhã de sexta-feira se o Grêmio for campeão”, prometeu, corajosamente, às 15h de quarta-feira.

No fim das contas, o Tricolor foi campeão, porém, infelizmente, a promessa não pôde ser cumprida. Na manhã de quinta-feira, Pedro foi internado no Hospital de Pronto Socorro com suspeita de coma alcoólico. Ele sobreviveu.

“Não me arrependo de nada”, me disse no WhatsApp, alguns minutos após acordar no seu leito.

Pedro tinha apenas 13 anos quando o Grêmio conquistou seu último título de expressão – justamente a Copa do Brasil de 2001, após vitória por 3 a 1 sobre os Corinthians, no Morumbi. Comemorar um título após 15 anos tem suas desvantagens.

O verdadeiro significado desta final, porém, só era encontrado nos olhos de dois tipos de torcedores: os antigos, que acompanharam e lembram vividamente dos períodos de glória do clube, e os jovens, que nunca viram o Grêmio conquistar uma taça significativa.

Fora do estádio, Maria Clara Ribeiro, nove anos, cantava a plenos pulmões o hino do Grêmio, enquanto aguardava para presenciar a primeira final do time que colore o seu pequeno coração. Dentro, o aposentado Ricardo Souza, 73 anos, chorava, emocionado pela atmosfera do palco tricolor.

“Confesso, achei que não viveria para ver o Grêmio campeão novamente”, declara.

Assim como Maria Clara, milhares de jovens gremistas presentes à Arena tiveram, ontem, sua primeira alegria no futebol. Torcedores como os irmãos Ricardo e Fernanda Ritter, de 15 e 13 anos, respectivamente. Estes que fazem parte da geração de tricolores que nunca haviam visto o Grêmio erguer uma taça digna de sua grandeza. Para eles, a noite foi ainda mais especial.

“Eu não sei descrever o que estou sentindo agora. Acho que eu nunca estive tão feliz na minha vida”, diz Ricardo, poucos minutos após o apito final.

Conforme a partida se aproximava do desfecho, todos os gremistas que estavam na Arena se uniram em uma só voz, um só sentimento.

“Se emoção e nervosismo matassem, eu já estaria morto”, confessa Ricardo, o velho gremista.

Mas Ricardo viveu, aguentou até o apito final e voltou a ver o Grêmio ser Grêmio.

Quando a Copa do Brasil encontrou seu fim, os limites da Arena transbordaram lágrimas de alegria, sorrisos largos e cânticos ensurdecedores. Após 15 anos de (não tão) paciente espera, o Grêmio voltou. Aquele Grêmio dos jovens e velhos, daqueles que tinham saudades de uma volta olímpica e de quem nunca viu um capitão gremista erguer uma taça nacional. O Grêmio dos azuis, dos pretos e dos brancos.

O jogo

Gremio x Atletico-MG

Pré-jogo na Arena do Grêmio (Foto: Rafael Sant’Anna Conceição)

A final foi regada por lágrimas do início ao fim. Primeiro, de tristeza, Depois, da mais pura alegria. Na Arena, o mar azul, preto e branco só era navegado por mais uma cor: o verde da Chapecoense. Por respeito ao time catarinense, milhares de torcedores foram ao jogo com a camisa da Chape. Nenhum caixão vermelho entrou no estádio e o minuto de silêncio foi respeitado por todos os presentes.

Antes de o jogo começar, todos se comoveram com as homenagens aos mortos na tragédia da Chapecoense. Em cada canto da Arena, era vista uma referência àqueles que perderam a vida.

Em campo, o Grêmio mostrou que seu principal interesse era manter o Galo sob controle. E conseguiu. No primeiro tempo, o ótimo setor ofensivo dos mineiros só foi capaz de acumular duas cabeçadas para fora, além de alguns chutes de média e longa distância – todos sem perigo.

O Grêmio se ateve a conter o adversário – para conservar a enorme vantagem conquistada no primeiro jogo, vitória por 3 a 1 em pleno Mineirão – e aguardar pela oportunidade de matar o jogo. E ela veio.

Aos 35 minutos, Douglas, de letra, deu um passe magistral para Everton, colocando o jovem atacante gremista frente a frente com o goleiro Victor. Por pura falta de experiência, o garoto concluiu na direção do experiente arqueiro, que defendeu. Porém pouco importou. Naquela altura, o jogo já estava absolutamente sob o controle dos comandados de Renato Portaluppi.

No segundo tempo, aumentava gradativamente o desespero dos atleticanos, que se jogaram ao ataque e passaram a deixar espaços colossais no setor defensivo. Cada contra-ataque gremista era uma chance de gol. Nas arquibancadas, todos estavam de pé, como se pressentissem a iminência do gol do título. Ramiro chegou a marcar, mas teve seu gol anulado por impedimento. Não fez falta.

Aos 44 minutos, nada foi capaz de parar o contra-ataque puxado por Miller Bolaños. Ele arrancou pela direita e tocou para Luan, que lançou Everton no lado esquerdo. Desta vez, o garoto foi perfeito. Arrancou em velocidade, driblou o zagueiro Gabriel e cruzou rasteiro para dentro da grande área. A bola encontrou o pé esquerdo de Miller, que estufou a rede. No placar agregado, 4 a 1. Acabou.

Pouco depois, o equatoriano Cazares empatou a partida com um gol antológico, chutando antes da divisa do meio-campo e encobrindo Marcelo Grohe. Mas poucos foram os torcedores presentes que repararam essa pintura. Nada mais importava. O Grêmio era campeão.

Foi uma noite de sonho, esta vivida pelos azuis, pretos e brancos, na noite quente do dia 7 de dezembro de 2016.

Sábado, verão, vôlei de praia

31/01/2017
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(Foto: Ana Clara Esteves / Divulgação / PMPA)

Lysiane Munhoz
lysi.munhoz@hotmail.com

O placar de um jogo, às vezes, não descreve a sua história. 18 a 12 é o resultado da partida com vitória da dupla Regina Biasibett e Krissie Soares que disputou o set com Mariana Ceccnin e Adriana Ceccnin. O jogo faz parte Circuito de Porto Alegre de Vôlei de Praia 2017 que ocorreu no dia sete de janeiro, no Parque Marinha do Brasil.

Apesar da dupla vencedora do set único estar à frente a maior parte, houve um equilíbrio entre as jogadoras. No início, Mariana e Adriana Ceccnin, mãe e filha, começaram vencendo o jogo. Após, a dupla de amigas, Regina e Krissie, passou no placar e manteve-se sempre com alguns pontos de diferença. Houve pontos de saque, outros nasceram por meio de erros das duplas.

O único ponto de bloqueio também deu o ar da sua graça. O que não faltou neste jogo foram entrosamento e alegria. Disputar quem venceria era o de menos, bom mesmo era estar ali jogando o esporte que se gosta. No ponto final, depois de um rali, Regina, maior pontuadora da disputa, fez o ponto da vitória.

Da mesma forma que as meninas que participaram do jogo, o Circuito, que existe há 22 anos, é feito por aqueles os quais desejam praticar esse esporte em um sábado de verão na capital gaúcha. De janeiro a fevereiro, sempre aos sábados, é preciso chegar às 14h nas canchas de areia do parque para se inscrever. Esperar meia hora para o sorteio para descobrir com quem disputará as premiações entregues no final de cada etapa.

A primeira etapa do Circuito de Porto Alegre de Vôlei de Praia 2017 teve 14 duplas femininas inscritas e 29 masculinas. O torneio é realizado pela Secretaria Municipal de Esportes, Recreação e Lazer (SME). As inscrições são gratuitas.

Falta de recursos e atrasos lançam incerteza sobre metrô de Porto Alegre

31/01/2017
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Primeira fase do metrô de Porto Alegre deverá contar com 14 estações ligando o Centro Histórico à Fiergs, mas não há previsão para o início das obras (Foto: Reprodução/PMPA)

Bruno Pancot
brunopct11@gmail.com

Promessa para qualificar a mobilidade de Porto Alegre até a Copa do Mundo, em 2014, o metrô da capital gaúcha segue sendo um projeto de execução indefinida. As obras para a construção do meio de transporte subterrâneo nunca foram iniciadas porque o edital de licitação para definir o consórcio responsável pelo empreendimento também não chegou a ser lançado pela prefeitura do município.

Em 2009, segundo os planos do então prefeito, José Fogaça (PMDB), o metrô seria viabilizado para atender à demanda de infraestrutura da principal competição mundial de futebol, a partir de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ligado ao Ministério das Cidades. No entanto, o ministro da pasta na época, Márcio Fortes (PP), afirmou que o prazo era curto para a execução das obras. Pela primeira vez, o metrô era adiado.

“A maior dificuldade foi o projeto em si”, justifica o ex-secretário de Gestão de Porto Alegre, Urbano Schmitt. “Por ser grande, é um projeto de longa maturação”.

A concepção do metrô de Porto Alegre foi organizada em duas fases: a primeira linha, já com estudos finalizados e à espera de licitação, ligaria o Centro Histórico à Fiergs, no extremo norte da cidade; a outra etapa, ainda sem projeto, faria a junção do Terminal Azenha até a avenida Antônio de Carvalho, na zona leste.

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Mapa com as duas fases para implantação do metrô em Porto Alegre (Foto: Reprodução/PMPA)

Conforme o ex-secretário de Gestão, Urbano Schmitt, responsável pela coordenação das obras da Copa do Mundo durante o governo de José Fortunati (PDT), o projeto para a primeira linha do metrô foi entregue já concluído ao novo prefeito, Nelson Marchezan Jr. (PSDB).

De acordo com os estudos, a primeira parte do trecho inicial terá 10,3 quilômetros e deverá contar com dez estações entre a avenida Borges de Medeiros e o Terminal Triângulo – esta parte deve seguir o modelo de construção shield, com escavação profunda e custo maior em relação ao cut and cover, que envolveria alterações de trânsito. Depois, o metrô seguiria em via elevada até a Fiergs, totalizando 14,8 quilômetros de extensão e 14 estações.

Para possibilitar as obras, o projeto prevê uma parceria público-privada (PPP) entre o governo federal, o Piratini, o Paço Municipal e um consórcio. O arranjo orçamentário estabelece investimentos de R$ 1,77 bilhão da União a fundo perdido, além de R$ 1,08 bilhão do governo estadual e R$ 690 milhões da prefeitura de Porto Alegre por meio de linhas de crédito.

À iniciativa privada caberia ainda um aporte de cerca de R$ 1 bilhão. Pelos estudos, o consórcio vencedor da licitação ficaria responsável pelas obras, que deverão ser executadas no prazo de cinco anos. Em troca, a empresa recebe uma espécie de concessão em que poderá explorar o serviço de metrô durante 25 anos.

Schmitt garante que a prefeitura da capital possuía capacidade financeira, até o final da gestão de Fortunati, para captar o empréstimo de R$ 690 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O governo federal também já havia garantido a sua fatia. No entanto, alegando dificuldades financeiras, o Estado não chegou a definir como honraria com o custo de R$ 1,08 bilhão.

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Em outubro de 2013, Dilma Rousseff esteve em Porto Alegre e confirmou recursos da União para financiamento das obras do metrô (Foto: Luciano Lanes/PMPA)

As tratativas com o governo estadual foram iniciadas quando Tarso Genro (PT) ainda era governador. O petista condicionava o aporte financeiro do Estado à mudança do indexador dos juros da dívida com a União, que acabou sendo aprovada pelo Congresso. Porém, como Tarso acabou derrotado na disputa ao Piratini, em 2014, o plano foi abortado.

Em fevereiro de 2015, já após a posse de José Ivo Sartori (PMDB), o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, esteve em Porto Alegre e sugeriu que a parte do Estado no investimento fosse assegurada por meio de um fundo garantidor, formado por ativos da União (terrenos e ações). A intenção seria dar segurança jurídica para que as obras pudessem ser iniciadas. Entretanto, as conversas não avançaram, e o lançamento do edital para licitar a obra seguiu emperrado.

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Governador José Ivo Sartori e o então ministro das Cidades, Gilberto Kassab, durante visita ao Rio Grande do Sul (Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini)

Depois de meses sem avanços nas negociações entre os governos federal, estadual e municipal, o metrô de Porto Alegre ganhou um novo empecilho em dezembro de 2016, quando o Ministério das Cidades publicou uma portaria que retirou a disponibilidade de R$ 1,77 bilhão que caberia à União.

Na decisão, o governo federal informou que não houve a contratação das operações de crédito junto ao PAC. O dinheiro havia sido anunciado pela União em dezembro de 2014.

“Cabe, agora, uma nova tratativa para que esses recursos possam ser disponibilizados”, afirma Schmitt, defendendo uma nova negociação da prefeitura em Brasília.

Empossado no início de 2017, o secretário de Parcerias Estratégicas e procurador do Estado, Bruno Vanuzzi, afirma que o metrô “não é uma das prioridades, no momento”. De acordo com o servidor de carreira cedido à administração municipal, uma possível interlocução com Brasília para reaver os recursos para as obras do metrô dependerá de Marchezan.

“É uma prioridade que o prefeito vai definir. A prefeitura, hoje, vive uma dificuldade financeira considerável. Acho que o prefeito, no momento, tem um foco em resolver problemas mais presentes que o metrô”, alerta Vanuzzi.

Idas e vindas da prefeitura

Ao mesmo tempo que o Estado não definia como arcaria com uma parte do custo das obras, a prefeitura de Porto Alegre sofreu com uma série de atrasos até chegar ao projeto definitivo do metrô.

Inicialmente, as propostas de manifestação de interesse (PMI) para a construção deveriam ser entregues em 12 de novembro de 2012. No entanto, após uma série de adiamentos, duas PMIs recebidas pela prefeitura acabaram descartadas: enquanto uma superestimava os custos em R$ 9,5 bilhões, a outra não cumpria requisitos básicos exigidos pelo Executivo.

Na prática, uma PMI define regras e prazos que o consórcio vencedor da licitação para as obras deverá observar. Cada proposta de manifestação de interesse inclui os custos de diferentes métodos construtivos, sinalização do trecho, serviço ao usuário, tipos de trem e modelo de terminais e estações.

Depois do recebimento, a PMI considerada mais adequada pela prefeitura é selecionada e remodelada até se tornar o projeto que baseia o edital de licitação.

Após nenhuma das primeiras PMIs ser homologada, a prefeitura recebeu quatro novas propostas em abril de 2014. Uma foi selecionada.

“A primeira PMI gerou uma proposta muito além da nossa capacidade financeira: superdimensionou as estações e todo o processo. Nós queríamos um metrô mais objetivo e prático, que fosse possível dentro da realidade econômica. Com isso, se perdeu um tempo”, explica Schmitt.

Segundo o ex-secretário de Gestão, apesar da demora, o projeto tem condições técnicas para aplicação imediata.

“O legado que a administração (Fortunati) deixa é um projeto de metrô consistente e com viabilidade técnica. Temos um projeto tecnicamente e economicamente viável e que, agora, depende da engenharia financeira com o governo do Estado e com o governo federal”.

Contatado por telefone pela reportagem, o ex-prefeito José Fortunati afirmou que não iria se manifestar sobre o assunto.

Edital do metrô não deverá ser lançado em 2017

Ainda sem ter estudado o projeto deixado pela gestão Fortunati, Vanuzzi avalia que o modelo já finalizado a partir da PMI vencedora deverá ser utilizado pela nova administração quando a pauta do metrô for retomada.

O secretário de Parcerias Estratégicas considera que os valores orçados para as obras são “realistas” e “razoáveis” em relação aos padrões mundiais.

“O problema é que nós vemos, pela realidade da economia e do setor público, que R$ 1 bilhão da esfera estadual é absolutamente irreal e mesmo R$ 1,7 bilhão do governo federal também não é verossímil em um horizonte de curto prazo”, sustenta.

Mesmo reconhecendo a importância do metrô para a mobilidade de Porto Alegre como “uma obra que toda grande cidade tem que ter”, o secretário frisa que o edital para a licitação do projeto não deverá ocorrer em 2017. O motivo alegado é a crise econômica.

“Tudo depende de cenários macroeconômicos que não estão em nenhum tipo de modelagem que eu tenha visto, até o momento, para 2017”, afirma. “(Também) não é realista falar sobre obras de metrô”, acrescenta Vanuzzi.

A secretaria de Parcerias Estratégicas ficará diretamente responsável pelo projeto do metrô durante o governo Marchezan. O titular da pasta defende uma participação de capital público de pelo menos 50% no financiamento da obra, mas destaca o alto valor do metrô: cada quilômetro pode custar, em preços médios de mercado, cerca de US$ 100 milhões.

Segundo Vanuzzi, o desafio será ajustar o valor da passagem para que o negócio se mantenha atrativo à iniciativa privada.

“Metrô é transporte urbano, e temos como referencial o valor da tarifa de ônibus. Imagine juntar R$ 5 bilhões de reais com um bilhete de passagem de R$ 3,70 ou de R$ 4. É só fazer a conta e ver que o número de viagens é quase infinito”.

Uma mudança no arranjo orçamentário do metrô não é descartada pelo governo. Neste caso, uma fatia maior de participação do capital privado poderia ser uma alternativa, conforme a secretaria.

Procurado pela reportagem, o prefeito Nelson Marchezan Jr. não se manifestou.

 

Em final inédita, Rio vence Minas e é tricampeão da Copa do Brasil de Vôlei

31/01/2017
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Foto: CBV/Divulgação

Paloma Fleck
fleck.pah@gmail.com

A equipe do Camponesa/Minas entrou visivelmente cansada para sua estreia na final da Copa do Brasil de Vôlei Feminino neste sábado (28), após disputar uma semifinal de cinco sets contra o time Vôlei Neste/Osasco na noite anterior. As meninas tentavam deixar o cansaço de lado em busca do título inédito, mas o adversário não era qualquer um, o time do Rexona/Rio de Janeiro queria mostrar o porquê era bicampeão da Copa (2007 e 2016).

No duelo entre duas jogadoras bicampeãs Olímpicas, o time da líbero Fabi venceu a ponteira Jaqueline por 3 sets a 0 (25/15, 25/20 e 25/21). A defensora carioca teve uma atuação de destaque e, além do tricampeonato, foi eleita melhor jogadora da partida.

Já no início do jogo a equipe do Rio de Janeiro demostrou predominância técnica e tática. O time comandado pelo técnico Bernadinho deu aula de fundamentos do vôlei ao marcar seus três primeiros pontos: um em ataque, um em saque e outro em bloqueio. Do lado das mineiras, o primeiro set foi o jogo dos 7 erros, literalmente. O time deu 7 pontos de graça para o adversário e foi apático no bloqueio – fundamento no qual a equipe lidera nas estatísticas da temporada–, marcando apenas 2 pontos. O set durou pouco mais de 20 minutos, com placar de 25 a 15 para o Rexona/Rio de Janeiro.

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Foto: CBV/Divulgação

No segundo set, os 2.700 torcedores do Ginásio Taquaral, em Campinas-SP, passaram a apoiar o time do Camponesa/Minas. O set foi mais disputado, com longos ralis. Um deles foi após a segunda parada técnica e teve duração de 52 segundos, a bola passou na mão de todas as jogadoras e só parou quando a holandesa Anne cravou no ataque vindo de atrás da linha dos 3 metros, fazendo o Rio abrir seis pontos de diferença (17/11). A outra estrangeira da partida, a americana Destinee Hooker, foi destaque da equipe mineira com 7 pontos (ganhou até cartaz da torcida escrito “incrível Hooker”), mas o set terminou em 25 a 20 para o Rio.

O Minas entrou para o terceiro set tendo efetuado apenas 3 pontos de bloqueio, seu principal fundamento. O técnico Paulo Coco pediu melhor eficiência de defesa na rede, mas não foi suficiente para parar o trio de ataque carioca Monique, Anne e Gabi. Em um dos lances mais inusitados da partida, Fabi demonstrou porque é a melhor líbero do mundo ao defender uma bola de ataque no peito e passar nas mãos da levantadora Roberta. No último ponto do jogo, a americana Hooker, melhor jogadora do Minas, errou e atacou para fora: 25 a 21 e o tricampeonato da Copa do Brasil para Rexona/Rio de Janeiro.