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Entrevista com Adriano Engelke

26/11/2017

Adriano Engelke na segunda edição dos Panamericanos que participou    Foto: Acervo pessoal

 

Christopher Sant’Anna

santanna.christopher@gmail.com

 

Como foi que tu começou na ginástica rítmica?

Bom, começou comigo indo acompanhar o meu irmão. Ele tinha 7 anos e eu tinha 5, e ele queria praticar. E ele um dia parou não quis mais, e eu continuei. Eu já vivia de cabeça pra baixo e aprontando em casa, me identifiquei com o esporte então eu continuei praticando. Isso foi em São Leopoldo, aí depois, lá pelos 17 anos, fui convidado pra ir pra Sogipa, em Porto Alegre, e ali comecei com minha carreira e fui até 1996, com 30 anos praticando. Aí finalmente parei.

 

Quais os momentos que mais te marcaram na tua carreira como ginasta?

Ah, todas as competições grandes que eu participei eu guardo com carinho na memória. Todas elas me marcaram de alguma forma. Fui em dois Jogos Panamericanos, dois Campeonatos Mundiais… Participei de dois Jogos Ibero-americanos, dois Sul-americanos. Todos foram importantes pra mim como atleta, em algum momento. Me ajudaram a crescer como atleta e como pessoa.

 

Como o esporte afetou a tua vida fora dele?

Eu não consigo ver a minha vida fora do esporte, eles sempre estiveram muito interligados, são até hoje. Mas a humildade, a disciplina, o respeito, tudo isso o esporte nos ensina e a ginástica me ensinou, com certeza. E eu levei pra vida e é o que eu tento passar pros meus alunos.

 

Depois de te aposentar como atleta, como é o teu contato com a ginástica?

Depois de me aposentar, eu continuei trabalhando como treinador, coisa que já fazia, mas me dediquei exclusivamente a isso. Sigo nisso até hoje, tenho uma escola de ginástica em Criciúma, Santa Catarina, e sou o técnico de ginástica do município. Então continuo sempre aí fazendo isso, trabalhando com o esporte e os novos atletas que estão surgindo aí.

 

Como tu avalia a situação atual da ginástica no Brasil?

Ah, a ginástica ao meu ver vai muito bem no Brasil. O esporte vem crescendo no país ano a ano, conseguindo destaques internacionais, cada vez mais tem algum atleta nosso aparecendo no circuito mundial… E com a Olimpíada de 2016 muitos clubes se equiparam melhor, conseguiram mais equipamentos e deram mais apoio aos nossos atletas. Isso é ótimo tanto pra nós que trabalhamos com o esporte quanto pro país, né. Só o que eu queria que mudasse é a abrangência, porque a gente tem relativamente poucos atletas de alto rendimento que permanecem aí, fazendo carreira no esporte. Quem sabe com mais locais bem equipados, mais investimento mesmo, pra que novos atletas em potencial apareçam ajude a melhorar isso.

 

Tem algo que tu gostaria de dizer pra esses atletas iniciantes, ou pros interessados em começar?

Olha, o que eu tenho pra dizer é que curtam o esporte que praticam, façam com paixão e sempre tenham objetivos pra seguir em frente. Quem é atleta desenvolve não só o corpo mas quem essa ela é, tu te eleva como pessoa, e isso não tem preço e tu vai levar para o resto da vida.

 

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