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Um herói casamata

26/10/2016
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Depois de carreira vitoriosa, Clemer busca sucesso como treinador (Foto: Divulgação/TXT Sports and Business)

Victor Caprioli de Freitas
vic_tor_freitas@hotmail.com

No fim da manhã do dia 17 de dezembro de 2006, o Internacional conquistava sua maior glória. Os minutos finais daquela partida foram de pressão de um Barcelona que marcou época contra um colorado que resistia bravamente. Para segurar a legião de craques do barça uma figura foi fundamental. Quando Deco arriscou de longe, ele voou no ângulo. Quando os catalães arriscaram uma infiltração, ele correu para abafar. Quando o melhor jogador do mundo cobrou uma falta com todo seu capricho, ele soube armar a barreira e assistiu privilegiadamente a bola ir para fora.

Um dos heróis do maior título da história do Internacional, Clemer trilha agora o caminho para ser treinador. Depois de uma carreira repleta de títulos e de passagens por grandes clubes do Brasil, o “Peixe” quer seguir a busca por títulos agora na área técnica. No ano em que o Mundial completa dez anos, o ídolo colorado fala sobre o aniversário da conquista, sua trajetória como atleta e sua visão sobre o futebol como treinador.

Neste ano, o título mundial do Inter completa dez anos. Na tua avaliação, o que foi determinante dentro de campo para que o clube chegasse naquela conquista? 

A determinação do grupo, que tinha várias lideranças, de diferentes perfis, e muita consciência do que representava aquele Mundial e o ano todo de 2006. Mais do que ninguém, acreditamos desde o início que era possível conquistar aquele título e entrar para a história.

Que imagens tu guardas daquele jogo contra o Barcelona e daqueles dias no Japão?

As melhores. O gol do Gabiru, as defesas no fim do jogo, a hora em que erguemos a taça e a nossa festa no campo. Foram dias inesquecíveis, de muito trabalho mas com a recompensa maior.

Além do mundial, que outros títulos, não só no Inter, tu acreditas que tenham marcado a tua vida?

O tricampeonato carioca pelo Flamengo, a Libertadores e a Sul-Americana pelo Inter.

Que aprendizado tu tiraste da tua experiência como treinador do Inter?

Na base, pude fazer toda formação como treinador, agregando conceitos e conhecimentos de profissionais muito qualificados do clube. Conseguimos formar atletas ao mesmo tempo em que conquistamos títulos. É importante o jogador ser formado desde cedo como vencedor. Já no profissional, o momento em que chegamos em 2013 era mais complicado, com o time numa situação difícil no Brasileiro. Trabalhamos em cima das limitações e cumprimos o acertado com a direção. Foi uma experiência extremamente válida para a carreira.

Houve algum conflito de visão sobre futebol com a direção?

Não.

Qual o perfil do Clemer como treinador? Com que estilo de jogo tu te identificas?

Competitivo. Hoje o futebol exige intensidade o tempo todo. O fator técnico sempre vai ser um diferencial, mas não anda mais sozinho hoje. As questões táticas, físicas e psicológicas influenciam cada vez mais no jogo, muitas vezes determinando resultados melhores ou piores.

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