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Dedicação: a mágica de Carol Martins

23/06/2015

Por Paola de Oliveira

Como é a rotina de uma fisiculturista? O que ela come? Como é seu treinamento? Elas, necessariamente, têm que ser musculosas?

A personal trainer e atleta Carol Martins, que participa de competições há apenas três anos, conta como é a rotina de uma fisiculturista. Ela já conquistou muitos troféus na carreira e foi a primeira gaúcha a participar do Arnold Classic Festival (2015), a competição de fisiculturismo mais importante do mundo. Em 2015, garantiu a 7ª posição, na categoria Bikini Fitness, no Arnold Classic Brasil. Ela desmistifica o corpo perfeito, mostra que nenhuma loucura faz milagres e faz sucesso no instagram (@carolmartinspersonal). Vem ver!

Nome: Carol Martins

Cidade/Estado: Porto Alegre – RS

Idade: 34 anos

Altura: 1,77

Peso: Competição 59kg / OFF 62kg

Carol em sua apresentação no campeonato Sul-brasileiro, em 2012 (fotos retiradas do instagram da atleta).

Carol em sua apresentação no campeonato Sul-brasileiro, em 2012 (fotos retiradas do instagram da atleta).

Quando e como você começou a fazer musculação?

Eu já fazia musculação, mas de 2 a 3 vezes por semana, para manter o tônus muscular. Só levei a musculação a sério, fazendo com a frequência adequada, quando decidi competir no fisiculturismo, em julho 2012.

Qual era sua ocupação antes de se tornar fisiculturista?

Personal trainer.

Quando você decidiu participar de campeonatos de fisiculturismo?

Competir sempre foi uma motivação para eu treinar algum esporte. E foi durante um treino de musculação que uma amiga (Carol Saraiva) me apresentou para o Miss Bikini. Eu não conhecia e ela achou que eu tinha o perfil da categoria. Como eu estava buscando uma motivação para treinar musculação, decidi levar a sério e participar de um campeonato. Era julho de 2012 e até o primeiro campeonato foram cinco meses de preparação.

Em qual categoria você concorre? Poderia explicar um pouco sobre como ela funciona e quais são os quesitos analisados?

Minha categoria é Miss Bikini ou Bikini Fitness. A atleta Bikini deve exibir um corpo treinado, tendendo para o atlético, porém esteticamente agradável aos olhos por enfatizar ainda mais os formatos e as curvas femininas, mas sempre preservando a magreza natural e a linha de cintura. São valorizados, ainda, a postura no palco, os cabelos, a beleza facial, os braços e os ombros levemente destacados, os glúteos redondos e firmes. O percentual de gordura deve ser baixo, mas sem aspectos de desidratação.

Como você vê a inserção da mulher no fisiculturismo?

Positiva, como em qualquer outro esporte. O fisiculturismo tem cinco categorias femininas para atender a diferentes biotipos. É uma opção desenvolver músculos.

Existe algum preconceito?

A categoria Bikini surgiu justamente para ajudar a popularizar o fisiculturismo, sendo um físico mais próximo da realidade. Além disso, transmite certo glamour. O padrão de beleza da mulher atual já permite um físico mais atlético, então, no meu meio e com a minha categoria, percebo mais admiração do que preconceito. No entanto, com outras categorias é diferente, porque a mulher com músculos muito desenvolvidos fica masculinizada.

Qual foi a sua primeira competição? Conte um pouquinho sobre como foi a sensação de pisar no palco pela primeira vez.

Foi o Sul Brasileiro, em 2012. Eu estava um pouco nervosa porque nunca tinha assistido a um campeonato. Olhava para as meninas e achava todas perfeitas. Fiz a minha apresentação conforme eu havia treinado e na hora da premiação não imaginei que ganharia. Fiquei paralisada no fundo do palco até meu técnico olhar pra mim e dizer: “Vai, você venceu…”. Eu não havia ensaiado essa parte!

Quantos títulos você já possui?

– Campeã Sul-brasileira 2012

– Campeã Qualyfing Arnold Classic Brasil 2013

– Campeã Brasileira 2014

– Vice-campeã Sul-americana 2014

No Arnold Classic Brasil, em 2015.

Qual é sua rotina de treino atual?

Estou me preparando para o [campeonato] Brasileiro daqui a cinco semanas. Treino musculação 6 vezes por semana, durante 1 hora, e faço exercícios cardio/aeróbicos 4 vezes por semana, durante 30 minutos.

Como é a sua dieta? Tudo é controlado?

Muito. O físico deve estar seco e denso, ou seja, baixa porcentagem de gordura e músculos firmes e cheios. Para chegar nesse ponto, existem estratégias da dieta, a alimentação é extremamente regrada, os alimentos são específicos, tudo é pesado para não haver erro. Qualquer deslize fará diferença no resultado final, mas é apenas por um período.

O que muda nos períodos pré e pós-competição? E esses períodos são de quanto tempo?

Muda a dieta e o cardio. Durante o OFF [meses longe das competições, nos quais o atleta se dedica a aumentar sua ingestão calórica a fim de ganhar o máximo de massa corporal possível] não faço cardio e a dieta fica à vontade. Apenas controlo a alimentação para manter um corpo saudável e bonito. O período varia de acordo com o calendário de competição, mas costumo me preparar de 3 a 4 meses antes do campeonato.

Quais suplementos você usa?

Depende do momento também, mas atualmente uso Whey Isofort, glutamina, multivitamínico, Ômega 3 e DHA, LA e GABA.

O período pré-competição exige muita disciplina? Por quê?

Sim. Porque tenho uma data específica para atingir meu melhor físico, não posso relaxar um dia e adiar. É uma rotina: treino, alimentação, trabalho e descanso. Abdico da maioria dos eventos sociais para descansar e também porque sempre envolvem comida.  É um esporte em que pode vencer a atleta que tem mais força de vontade, persistência e foco.  É preciso se dedicar diariamente. Penso que esforço mais ou menos pode ser um resultado mais ou menos, mas é uma escolha e eu a refaço todos os dias quando vou treinar, quando vou comer, etc.

E depois da competição, como é a tua rotina?

A ideia principal da semana pós-campeonato é não ter rotina, nem para comer, nem para treinar. Como a hora que eu quiser, o que quiser e só treino se tiver vontade. Faço isso por uma semana e volto renovada.

Você já fez alguma loucura para chegar ao corpo perfeito?

Sou contra qualquer tipo de loucura e gosto de enfatizar nas redes sociais que isso não é necessário. Sei que inspiro várias meninas a buscarem o corpo “perfeito”, mas só queria que buscassem motivação para serem melhores e elevarem sua autoestima. Queria que as pessoas entendessem, inclusive as atletas que estão começando, que não se faz loucuras, se planeja uma preparação. Por isso, não sofro como tantas que vejo, não acho necessário e tampouco faria algo contra a minha saúde por um momento no palco.

Como você lida com a vontade de sair da dieta? E a preguiça de treinar, existe?

Tenho muito foco, mas fui me aprimorando. Hoje é tudo mais fácil porque já estou acostumada, mas desde o início aprendi a pensar muito no meu objetivo e não pensar na comida ou na preguiça. Competir é uma escolha e não um sofrimento, e essa vontade deve ser maior do que comer ou não treinar. O treino é hábito, tem que ir, não tem que pensar. Fico imaginando o dia da competição, tudo o que eu já fiz e que não vale a pena por a perder. Mas se quer uma dica boa: não tenha nada que não possa comer em casa ou esconda.

O que você gosta de fazer quando não está treinando? Tem algum dia de folga, em que você se desliga da vida de atleta?

Difícil. Acho que o foco durante a preparação é tão grande que não desligo totalmente, mas gosto de tomar um café e conversar.

Você tem alguma frase preferida? Algum lema que te motive todos os dias?

“Seja mais forte do que sua melhor desculpa.”

Qual é a tua comida preferida?

Pizza.

Qual é a parte do corpo que mais gosta? E a que menos gosta?

Gosto das minhas costas e preciso melhorar muito as panturrilhas.

Alguma dica para quem quer ser fisiculturista?

Procure orientação de qualidade e não faça loucuras! Para vencer o [campeonato] Brasileiro meu técnico pediu que eu melhorasse o corpo e eu fiquei 15 meses só treinando. Não existe fórmula mágica, existe dedicação e uma boa orientação profissional.

Divulgação Instagram

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