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Bloqueando as dificuldades

03/07/2014

Entrevista com Gustavo Endres, meio de rede do Kappersberg/Canoas (RS)

Gustavo Endres comemorando um ponto pela seleção nas OlImpíadas de Atenas. (Foto: Reprodução da internet)

Nas OlImpíadas de Atenas. (Foto: Reprodução da internet)

O prazer de estar em quadra é a minha motivação para continuar jogando

 

Por Cleunice Schlee

Gustavo, você começou a jogar vôlei em Passo Fundo quando ainda era criança. Com que idade e como surgiu esse interesse pelo vôlei?

Surgiu no colégio, com o incentivo dos professores de Educação Física. Na época eu tinha 12 anos.

 

No início, o que te motivava a ir treinar?

Meus tios jogavam campeonatos adultos no município, e isso aumentava meu interesse pelo esporte.

 

E quando percebeu que o esporte deixaria de ser apenas um lazer, para ser a tua profissão?

Quando consegui passar na peneira do Banespa, em 1993.

 

Como foi o início da tua carreira?

Foi bastante difícil, principalmente pela distância da família. Mas apesar das dificuldades, eu consegui seguir em frente.

 

Você jogou dois anos na seleção brasileira juvenil (até 20 anos) em 1994 e 1995. O que esta experiência representou na tua formação como atleta?

Foi muito importante porque eu nunca fui titular. Isso me motivava a treinar, cada vez mais, para superar os meus concorrentes na posição.

 

Como você ficou sabendo que estava, pela primeira vez, na lista de convocação da seleção principal?

Na transição após a Olimpíada de 1996, foram feitas algumas renovações e eu recebi uma oportunidade. Fui avisado pelo supervisor do Banespa, foi uma surpresa. O aviso foi: “você não vai ter férias”. O primeiro jogo foi um amistoso contra a Bulgária, vencemos por 3×2. Eu joguei o jogo todo.

 

O que te fez deixar o país e ir jogar na Itália em 2001?

A busca por um campeonato mais competitivo, mais equilibrado, além da proposta financeira. Os melhores jogadores do mundo estavam lá, isso fez diferença na minha decisão.

 

Depois do Ferrara, você ainda jogou pelo Latina e pelo Sisley Treviso antes de voltar para o Brasil. Qual desses clubes te ajudou, mais, a evoluir no esporte?

No Treviso. Lá fui bicampeão italiano, da Copa da Itália e Campeão Europeu.

 

Dos fundamentos do vôlei, qual você mais gosta? Por quê?

Do bloqueio, porque é o que me dá mais satisfação quando se transforma em ponto.

Gustavo bloqueia o argentino Quiroga (9), na semifinal dos Jogos Pan-Americanos de 2011. (Foto: Luiz Pires/ VIPCOMM)

No bloqueio contra o argentino Quiroga (9), na semifinal dos Jogos Pan-Americanos
de 2011. (Foto: Luiz Pires/ VIPCOMM)

Você participou de três Olimpíadas. Sem considerar as medalhas, qual delas você mais gostou de jogar?

Pequim, 2008. Tinha uma estrutura maravilhosa e foi um grande espetáculo.

 

Os jogos de Atenas podem ser considerados o auge da tua carreira?

Sim, sem dúvida. Uma medalha de ouro olímpica é o auge de qualquer esportista.

 

Você fez parte da geração de ouro do Brasil. Como era jogar naquele time?

Era um time imbatível! A gente conseguia se adaptar ao estilo de jogo dos adversários.

 

Como foi jogar na seleção com o Murilo?

Foi significativo pelo retorno da família, o orgulho dos pais em ver os irmãos juntos na seleção.

 

É difícil em uma família ter dois grandes atletas, ainda mais no mesmo esporte. Quando vocês se enfrentam, a família fica dividida?

Fica. A mãe torce pelo Murilinho, e o pai pelo Manão (eu).

 

De todos os teus treinadores, qual ou quais foram essenciais na tua carreira?

O Bernardinho e o italiano Daniele Bagnoli.

 

Quem é o teu ídolo?

O Paulão, meu espelho como jogador e pessoa.

 

Qual a tua maior frustração como atleta?

A medalha de prata na Olimpíada de Pequim.

 

O que ainda te motiva a treinar e jogar?

O prazer de estar em quadra. Hoje, defendendo não só mais um clube, mas a minha primeira equipe gaúcha e um projeto do qual faço parte, o Kappersberg/Canoas.

 

O que a palavra esporte significa para você?

Um meio de inserção na sociedade.

 

Você é mais conhecido como Gustavo do vôlei do que como Gustavo Endres. O que isso representa na tua vida?

Isso é o reconhecimento de uma carreira vitoriosa dentro de um esporte tão conhecido como o voleibol.

 

O que você planeja para o futuro? Pretende se tornar treinador depois que parar de jogar?

Pretendo continuar no esporte, direta e indiretamente, na área de gestão e, também, buscando soluções para que o voleibol cresça no Brasil.

 

Fazendo uma retrospectiva, como você avalia a tua carreira?

Tive a sorte de participar de equipes que sempre buscavam, antes da vitória, as melhorias individuais e coletivas. Esse sempre foi um diferencial na minha carreira, tanto na seleção quanto nos clubes. E é essa base que eu levo para a minha vida.

Gustavo no dia que anunciou mais uma temporada no projeto do  Kappesberg/Canoas. (Foto: Divulgação Kappesberg/Canoas)

No dia que anunciou mais uma temporada no projeto do
Kappesberg/Canoas. (Foto: Divulgação Kappesberg/Canoas)

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