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“O grande momento da minha carreira ainda está por vir. E será aqui no Grêmio.”

04/06/2014

Paraguaio Riveros compartilha obsessão da torcida gremista e quer marcar passagem pelo clube com títulos

 

Por Cristian Ferreira Pheula

A carência de títulos expressivos que angustia o torcedor do Grêmio se estende desde a conquista da Copa do Brasil em 2001. Neste período de 13 anos, o Tricolor venceu apenas a Série B de 2005 (considerado um título de menor expressão para quem já foi campeão mundial de clubes em 1983) e os campeonatos estaduais de 2006, 2007 e 2010. No atual elenco gremista, um atleta se destaca por compartilhar a obsessão da torcida por títulos: o paraguaio Cristian Miguel Riveros Núñez.

Aos 31 anos, Riveros está no clube desde junho de 2013. Em 52 jogos com a camisa Tricolor, anotou 4 gols e conquistou o torcedor pela raça e disposição em campo. Apesar de já ter disputado duas Copas do Mundo com o Paraguai, em 2006 e 2010, e de ter atuado por clubes de diversos países (como Libertad, do Paraguai, Cruz Azul, do México, Sunderland, da Inglaterra, e Kayserispor, da Turquia), Riveros se ressente de títulos mais expressivos no currículo além dos dois campeonatos nacionais pelo Libertad em 2006 e 2007.

Em entrevista por e-mail intermediada pela assessoria de imprensa do Grêmio, Riveros contou um pouco da sua trajetória, adaptação à cidade e do plano de tornar a sua passagem pelo clube a mais marcante da carreira.

 

Como tem sido a adaptação ao Grêmio e à cidade de Porto Alegre quase um ano após a tua chegada?

Não tive nenhum problema na adaptação a Porto Alegre. Minha família está gostando da cidade, até porque a cultura é parecida com a nossa, temos hábitos parecidos com os dos gaúchos.

 

O fato de outros sul-americanos (os argentinos Barcos e Alán Ruíz e o uruguaio Maxi Rodríguez fazem parte do atual elenco gremista) estarem por aqui ajudou ou por nenhum deles ser paraguaio não pesou tanto?

Claro que nós, gringos, ficamos mais tempo juntos e isso facilita na adaptação. Nossas famílias convivem bastante.

 

Considerando as tuas experiências internacionais (México, Inglaterra, Turquia e Brasil), que semelhanças e diferenças tu observas entre o futebol brasileiro e o dos outros países onde atuou?

Aqui é bem diferente porque se tem mais tempo pra pensar o que fazer com a bola. Na Europa, a marcação é mais forte e a proximidade entre as linhas é menor. Isso acelera o jogo e exige raciocínio mais rápido.

(Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)

Em ação pelo Tricolor na Copa Libertadores (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)

E o relacionamento com os torcedores: como é a tua identificação com os gremistas?

Excelente. Recebo carinho em todo o lugar que vou. Acho que é pela maneira como jogo. Meu estilo é de garra e isso é a marca do gremista.

 

Entre os times que atuou, qual a torcida te chamou mais a atenção?

Na Turquia, os torcedores são doentes por futebol também. Até mais do que aqui em alguns casos.

 

Quais os momentos que tu considera mais marcantes na tua trajetória e por quê?

Sem dúvida ter disputado a Copa do Mundo marca a carreira de qualquer jogador. Mas o grande momento ainda está por vir. E vai ser aqui no Grêmio!

 

Qual o sentimento de ver o Paraguai fora da Copa do Mundo justamente quando o Mundial é no Brasil, país onde atua no momento?

O sentimento é de frustração, porque é um Mundial do lado de casa e a nossa torcida estaria bem próxima da gente.

 

Quais os motivos para a queda de rendimento do Paraguai nestes últimos quatro anos, uma das seleções mais tradicionais da América do Sul e que havia participado de quatro Mundiais consecutivos?

O time passa por uma troca de geração e isso tem um preço. Infelizmente ficamos fora da Copa.

 

Apesar do momento ruim vivido pela seleção, o Cerro Porteño foi semifinalista da Libertadores em 2011, o Olímpia foi vice-campeão ano passado e agora o Nacional está nas semifinais. A que se pode atribuir o sucesso desses clubes apesar do declínio da seleção?

Os clubes paraguaios têm tradição e força na camisa em Libertadores. É uma competição que nem sempre quem tem mais qualidade chega. Ela exige competitividade e entrega, e isso os paraguaios não abrem mão.

Representando o Paraguai (Foto: FIFA.com)

Representando o Paraguai (Foto: FIFA.com)

A carreira de jogador não costuma ser muito longa e tu já é um atleta com 31 anos. Tem planos de quando parar, alguma ideia do que tu quer fazer ou ainda não pensa nisso?

Ainda está cedo para pensar em aposentadoria. Tenho muito por conquistar aqui no Grêmio e só penso nisso agora: título! O futuro está longe ainda, mas quem sabe posso seguir no futebol, talvez na imprensa esportiva. Vamos aguardar.

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