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Destruição do Beira-Rio, do vestiário e dos ídolos

07/01/2013
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Até setembro de 2013 o estádio será reaberto, com 80% do trabalho concluído / Foto: Divulgação Inter

Por Filipe Raupp e Giovani de Oliveira

 

O Beira-Rio está se transformando. Até setembro de 2013 o estádio será reaberto, com 80% do trabalho concluído, em dezembro a cobertura estará pronta. Mas poderia ter sido mais rápido.

 

Retrospecto

O Inter começou a reforma do estádio Beira-Rio com recursos próprios. Após a troca da presidência do clube em 2010, surgiu a ideia de formar uma parceria para a continuidade da obra. O tema gerou polêmica e causou um racha no grupo que estava na direção desde 2002.

Após o tema ser votado pelo conselho deliberativo, ficou decidido que a reforma seria feita através de uma parceria. A construtora Andrade Gutierrez venceu a concorrência. Começava um capítulo longo, chato e preocupante da novela em que a modernização do estádio passou. Durante meses, a direção do clube e a empreiteira negociaram o contrato. Os entraves contratuais pareciam não acabar mais.

Muito foi especulado, se disse inclusive que a empresa mineira estaria querendo sair do negócio. Porto Alegre ficou fora da Copa das Confederações. Após uma suposta intervenção da presidente Dilma, o acordo foi selado.

 

O ano de 2012

O ano de 2012 foi tão complicado para o Inter dentro das quatro linhas quanto fora delas. O estádio com capacidade reduzida ficou desconfortável e tornou o fator local quase nulo para o time. Muito se discutiu que o Beira-Rio deveria ser fechado, mas a direção colorada insistia em mandar os jogos na Padre Cacique. Ainda no primeiro turno do Campeonato Brasileiro todo o anel inferior estava em reforma.

A segurança dos torcedores foi bastante questionada, o Ministério Público pediu a interdição do estádio. O clube brigou e manteve o Gigante aberto. A eficiência da medida não só se comprovou em campo, o time acumulou maus resultados em casa, como também impediu que a reforma fosse acelerada.

Muitos são aqueles que contestam a história do “fator local”. Acreditam que jogar fora ou dentro de seus domínios é indiferente. Esse ano foi a prova da diferença que faz um estádio. O Inter foi um time que jogou praticamente sem torcida. As obras, máquinas, cimentos e todas as outras adversidades causadas pela reforma afastaram o tocedor colorado do seu time. Mesmo os que continuaram frequentando as arquibancadas foram obrigados a assistir o jogo da superior, que quase nunca lotou, e pouquíssimo influenciou.

O resultado surgiu dentro de campo. Um time desestruturado, acúmulo de derrotas, consequente racha no vestiário e um ano terrível. Uma equipe que jogou a última rodada do Campeonato Brasileiro sem treinador, diretor técnico, estádio e sem mais o que almejar na competição.

Agora, finalmente, o estádio foi fechado e a reforma está acontecendo em ritmo contínuo. Até o final do ano que vem Porto Alegre terá um estádio em condições de receber a Copa do Mundo. E, de repente, com um time em condições de jogar nesse estádio e uma torcida disposta a lotar em todos os jogos e fazer a diferença.

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