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Frota de veículos aumenta significativamente e Porto Alegre busca soluções para Copa

13/12/2012
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Obras da Avenida Tronco para Copa de 2014. Foto: Cristine Rochol/PMPA

Por Thamiriz Rocha Amado

thamirizra@gmail.com

 

Oferecer mobilidade urbana para uma cidade significa fazer a cidade andar, e os veículos e as pessoas se deslocar. É conseguir se locomover com facilidade, sem trânsitos caóticos que param a cidade e impedem as pessoas de chegar ao seu destino no horário. É ter a opção de ir ao local desejado de bicicleta, transporte coletivo ou carro e não ficar preso no engarrafamento. A cidade precisa andar, precisa de planejamento.

A grandeza dos números é alarmante: entre 2001 e 2009, o Brasil ganhou mais de 24 milhões de carros, caminhões, motocicletas e outros veículos – uma alta de 76% na frota total. Mas em algumas das maiores cidades brasileiras, a expansão foi bem mais elevada: supera os 240%, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), vinculado ao Ministério das Cidades.

Porto Alegre, cuja população foi estimada em 1,4 milhão de habitantes, pelo Censo de 2010, do IBGE, conta com uma frota de 688 mil veículos, segundo o Departamento Estadual de Trânsito. Ou seja, há um carro para cada 2,04 moradores.

Conforme dados do Detran-RS, uma média de 93 carros novos foram emplacados por dia na Capital, em 2010, um número quatro vezes maior que o registrado  em 2002, com 23 novos veículos diariamente.

A realidade do transito em Porto Alegre é preocupante. As tranqueiras pela cidade já fazem parte do cotidiano. Os ônibus lotados, os carros parados. A pergunta que todos fazem é como vai ser na copa, e a resposta, não é muito tranquilizadora.

Para a arquiteta e urbanista Ida Bianch a obra mais notória é a continuação e a duplicação da avenida tronco. “Essa obra já começou e eu acredito que ela vai trazer um grande beneficio pra população da cidade no geral. Na verdade é uma obra que já devia ter sido feita há muito tempo. E é uma pena que a gente precise de eventos assim como a copa para que o setor público se de conta da importância de uma via dessas, e isso não só pra cidade mas pros próprios moradores”.

“Pra mim a questão da tronco é um atraso em porto alegre. É numa rua de duas faixas, onde tu tem pedestres, tu tem ônibus, tu tem veículos, tu tem ciclista, tu tem carroceiro, tem criança, tem cachorro. E o nível de acidentalidade nessa rua só não é mais acentuado porque as pessoas tem que andar muito devagar. E é uma via que já está concebida no plano diretor de 79 como uma via de 40 metros de largura, enfim, é pra ser realmente  uma via, estamos com uma defasagem de mais de 30 anos e ai numa cidade que tem um incremento de tráfico em torno de 7% ao ano no número de veículos, quer dizer, uma obra dessa importância ficar atrasada por tanto tempo. Eu digo, é uma pena que tenha que ser em torno da expectativa da copa que essa obra entre na pauta política. Mas de qualquer forma, que seja muito bem vinda, acho que vai ser muito importante pra Porto Alegre.”

De acordo com a arquiteta nunca podemos perder de vista que as ruas estão inseridas no meio urbano, na paisagem urbana e que as obras vão colaborar para melhorar a qualidade de vida. “Melhorar a qualidade da paisagem urbana e sem falar nas pessoas que vão finalmente receber uma atenção do setor público e vão ser remanejadas pra casas decentes. Vão para casas com o mínimo de conforto.

“Eu acredito que a duplicação da Avenida tronco seja uma grande obra, claro tem outras obras na perimetral, uma série de viadutos que estão sendo previstos e que também já estavam previstos lá no ano de 1996, quando se fez o projeto da perimetral, também já estava previsto o viaduto na Cristovão Colombo, na Bento Gonçalves e que agora finalmente em função da copa, estas obras estão vindo. Da mesma forma a qualificação dos corredores de ônibus muito degradados as estações caindo aos pedaços, quebradas, vandalizadas. E que agora estão sendo qualificadas e o pavimento recuperado. Acho que são grandes obras que vem pra cidade.”

A especialista falou sobre a preocupação dos organismos oficiais que financiam as obras de deixar um legado para cidade e o que vai ficar para a cidade de Porto Alegre. “O legado vai ficar, Porto Alegre merece essas intervenções todas, esta precisando. É um legado que fica pra cidade como um todo, não só para mobilidade urbana. Que pena que precisou da copa pra tudo isso acontecer. Mas que bom que veio a copa pra que essas coisas andem finalmente. Que sejam feitas.”

Diariamente acompanhamos o caos que é o trânsito em Porto Alegre. Ouvimos muito a repetida frase “se tá assim agora, imagina na copa!”. De acordo com Ida, encontraremos dificuldades no trânsito.

“Vai ser uma sobrecarga bem complicada, eu acho q tem que vir umas ações como feriado em dia de jogo. Porque se tu tem todo tráfego da cidade que já congestiona, mais tudo que vem com a questão dos jogos não tem nem como imaginar o que vai acontecer. Também não acredito que essas obras deem conta. Só essas obras que estão sendo pensadas ali da tronco, viaduto, enfim não acredito que deem conta. Vai ter que ter um esquema operacional, e outras medidas com certeza.”

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