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Entre os grandes

05/07/2011

Leocir Dall'Astra recebe o prêmio de melhor técnico do Gauchão 2011 Crédito: Divulgação

Greice Gomes
greiceg@gmail.com

Ninguém pode negar que Leocir Dall’Astra, técnico do Cruzeiro de Porto Alegre, está numa excelente fase. Após ter ganhado o prêmio de melhor técnico do Gauchão 2011, o treinador do estrelado afirma ser um dos nomes cotados para assumir a vaga de auxiliar técnico no Internacional deixada por Julinho Camargo. Dall’Alastra conta, inclusive, que chegou a ser sondado pelo Grêmio antes da contratação de Julinho. Quando perguntado se aceitaria entrar como auxiliar técnico de Falcão, Dall’Astra é enfático: “ah, com certeza. O Inter hoje é top de linha no Brasil e qualquer treinador gostaria de trabalhar dentro das categorias do Inter”.

O prêmio de melhor técnico do Gauchão revela as boas estrelas que têm acompanhado o técnico nos últimos anos. “Aprendi muito nas minhas passagens por times do interior. Como as equipes normalmente não têm tanta qualidade, você precisa superar isso na parte tática”, explica o técnico. À frente do Cerâmica de Gravataí, Dall’Astra levou o time a disputar pela primeira vez a Copa do Brasil (2010) e conquistou a vaga para a série D do Campeonato Brasileiro, sendo o primeiro clube de segunda divisão a realizar este feito. Já em 2011, como treinador do Cruzeiro, conseguiu fazer a equipe ter a melhor campanha do segundo turno do Campeonato Gaúcho.

O segredo para os bons resultados está na tríade preparação psicológica, física e tática. Dall’Astra destaca que é muito aberto ao diálogo com a equipe. Sobre a boa atuação do Cruzeiro, o técnico diz que procura deixar todo mundo à vontade. “Outro diferencial é que eu deixei o time jogar com alegria”, acrescenta. Reflexo disso foi a conquista do troféu FarPlay como a equipe com a melhor representação do jogo limpo.

Leocir está confiante na preparação do time para a série D do Campeonato Brasileiro. “Fizemos uma boa pré-temporada e sabemos que podemos ir para a próxima fase se o grupo estiver unido e coeso dentro do objetivo”, salienta Dall’Astra.

Cruzeiro de Porto Alegre? Não, de Cachoeirinha

A mudança do Cruzeiro já está definida. O clube, atualmente situado na avenida Protásio Alves, de Porto Alegre, está de mudança para Cachoeirinha. O estádio está previsto para ficar pronto no primeiro semestre de 2012, mas, na cidade, os moradores já se referem ao time como Cruzeiro de Cachoeirinha. Leocir destaca que as perspectivas para a mudança são muito boas. “Em Porto Alegre, não existe espaço para um terceiro time. Agora, em Cachoeirinha, vai ser uma novidade”, avalia.

A Arena Estrelada terá capacidade para cerca de 16 mil espectadores e ficará localizada na avenida Frederico Ritter, no Distrito Industrial. Já o Centro de Treinamento ficará pronto até o final do ano. Localizado no bairro Betânia, o CT terá cinco campos e arquibancadas para 600 pessoas.

A que o senhor atribui o fato de ter ganhado o prêmio de melhor técnico do Gauchão?

Primeiramente, pelas atuações, mas o que me levou a conquistar esse título foi a longa estrada que eu percorri desde que eu parei de jogar futebol – joguei futebol profissional por vinte anos. Posteriormente a isso, eu iniciei minha carreira como treinador, em que eu aprendi muito nas minhas passagens pelo interior, trabalhando com equipes menores em que você praticamente tem que fazer tudo e, exatamente por isso, você aprende demais, principalmente a armar uma equipe taticamente. Como as equipes normalmente não têm tanta qualidade, você precisa superar isso na parte tática. Então, quando eu peguei a equipe do Cruzeiro, que já estava há bastante tempo jogando junta e com a qualidade dos jogadores, o meu trabalho também acabou se sobressaindo.

Dentre os jogadores do Cruzeiro, quais o senhor destaca pelo aproveitamento?

Acredito que o coletivo do Cruzeiro está muito bom, mas alguns jogadores se sobressaem, como o Léo zagueiro e o Léo do meio campo, o Diego Torres, o Jô e o Fábio (goleiro). Mas eles só desempenharam um bom papel porque a equipe também ajudou muito.

O senhor conseguiu excelentes resultados a frente do Cerâmica e tem atingido resultados muito bons também no Cruzeiro. O que o senhor acredita ser o seu diferencial como técnico?

Procuro trabalhar muito o aspecto psicológico, físico e tático: são três coisas que priorizamos, principalmente quando eu cheguei no Cruzeiro. Sempre buscamos trocar muita ideia. Eu sou um técnico muito aberto ao diálogo, gosto que todos deem opinião. Não gosto que se metam no meu trabalho, mas gosto de ouvir a opinião dos profissionais. Procuro deixar todo mundo à vontade e outro diferencial é que eu deixei o time jogar com alegria.

Como está a preparação do Cruzeiro para a série D do Campeonato Brasileiro? Quais as expectativas?

Fizemos uma boa pré-temporada. Estamos confiando principalmente no nosso trabalho juntamente com o dos jogadores e sabemos que podemos, sim, ir para a próxima fase se o grupo estiver unido e coeso dentro do objetivo. Temos muitos jogadores jovens e que almejam fazer história mais uma vez no Cruzeiro e acredito que isso seja um diferencial pra passarmos para a próxima fase.

Como tem sido a recepção de Cachoeirinha ao clube? Já tem previsão de quando será a mudança?

A perspectiva é muito boa, porque em Porto Alegre já está muito definida a existência de dois times: Inter e Grêmio. Não existe um terceiro time. Agora, em Cachoeirinha, vai ser uma novidade, apesar de ainda não sentirmos muito essa receptividade por não estarmos jogando lá ainda. Acredito que vai ser muito boa a recepção quando o estádio ficar pronto em meados do primeiro semestre do ano que vem. A partir daí, acredito que possamos fazer uma avaliação mais profunda.

Quais as suas próximas ambições como técnico?

Lógico que todos nós pretendemos trabalhar em grandes equipes. Felizmente ou infelizmente, eu fui lembrado para dirigir o Grêmio agora. E, também, com a saída do Julinho Camargo para o Grêmio, abriu uma porta para o Internacional. Inclusive está sendo decidido quem será o auxiliar técnico do Falcão e um dos nomes fortes para assumir como auxiliar é o meu nome. Então, estamos ansiosos para que se decida logo a situação.

E se o Inter decidisse pelo seu nome, o senhor aceitaria?

Ah, com certeza. O Internacional é uma das maiores equipes do Brasil. Embora eu sendo auxiliar, eu vou auxiliar um grande profissional como o Falcão e isso nos dá um currículo grandioso. O Inter hoje é top de linha no Brasil e qualquer treinador gostaria de trabalhar dentro das categorias do Inter.

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