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O caso ISL

11/04/2011

Gabriel Amato (D) em passagem pelo Grêmio durante a parceria com a ISL

Sayuri Kubo
sayuridk@gmail.com

Anderson Dressler analisa a relação entre o jornalismo esportivo e o investigativo, tendo como objeto de estudo as reportagens investigativas do jornal gaúcho Correio do Povo, sobre o caso ISL, realizadas por Hiltor Mombach e Carlos Correa, publicadas em março e abril de 2005. O caso envolve um esquema de cheques entre o Grêmio Futebol Porto Alegrense, ISL e Bahia Internacional. Para entender melhor o caso, o autor explica que:

A ISL é uma empresa multinacional de marketing esportivo. Patrocinou o Grêmio Foot Ball Porto Alegrense no ano 2000, quando investiu milhões de dólares no clube, até que teve decretada sua falência, no começo de 2001.

Em agosto de 2000, a ISL do Brasil emitiu em nome do Grêmio três cheques, num total de R$ 555.799, valor correspondente na época a US$ 309,29 mil. O dinheiro serviria para o pagamento de multas relativas à contratação dos jogadores Amato, Astrada e Paulo Nunes. As multas estariam sendo cobradas pelos clubes Rangers, da Escócia, River Plate, da Argentina, e Palmeiras.

Como fundamentação teórica, há uma extensa introdução sobre a abordagem dos esportes em jornalismo, inclusive citando outros esportes, além do futebol, antes de entrar na análise do caso específico. Um fato importante de ser destacado é o papel de agente social do jornalista, investigando irregularidades, primando pela busca da verdade. E necessário destacar também que sem a iniciativa e o total apoio do Correio do Povo (CP) ao jornalista, provavelmente o esquema nunca teria sido levado à investigação policial e judicial. Apesar do caso não ter sido encerrado até o fechamento do trabalho, o que esta em questão é a essência do jornalismo, a investigação e busca de provas concretas, como a publicação de cópia de um dos cheques do esquema pelo CP.

A corrupção é uma velha conhecida dos brasileiros. Todos os dias é deflagrado um novo escândalo de desvio de verbas. Porém, esta pauta é comum na cobertura política. Quando envolve um clube de futebol, ou alguma grande empresa, a surpresa é geral. Gremistas, que contribuem para o clube, pagando mensalmente para serem sócios, e também aqueles não sócios, mas que pagam pelo ingresso, sentem-se traídos, por saber do enriquecimento indevido de um dirigente. É claro que a administração de um clube é feita de relações políticas, mas não são como parlamentares do Legislativo ou figuras do Executivo Federal ou Estadual, configurando-se em uma categoria diferenciada no imaginário comum, por envolver a paixão pelo futebol, tão enraizada no país. Assim como é indignante o fato de alguns times vencerem campeonatos, porque fecharam acordos com juízes das partidas, é da mesma forma indignante saber da corrupção na administração interna dos clubes.

Dressler escreve de forma clara e, muitas vezes, descontraída, o que torna a leitura do trabalho de conclusão de curso dinâmica. Sua opinião fica expressa em diversos momentos, ou seja, de que prefere acreditar no jornalista a nos depoimentos dos acusados. Isto contribui para uma teoria mais concisa e alinhada.

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