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Porto alegre, receptivo e confortável

16/12/2010

Guilherme Daroit
emaildodaroit@gmail.com

Grandes eventos esportivos costumam atrair turistas de todo o mundo para as cidades em que os jogos acontecem. Na Copa de 2014 espera-se que não seja diferente. Em 2006, na Alemanha, o número de torcedores-turistas foi estimado em 2 milhões; já na África do Sul, em 2010, com todos os problemas de imagem internacional do continente, dificuldade de acesso e, também, o período de inverno, menos de 200 mil novos turistas visitaram o país durante a Copa. Para a Copa brasileira, a expectativa é de um número de visitantes intermediário entre os registrados nas duas últimas edições, que irão se hospedar e se alimentar em hotéis e restaurantes. Pelo menos nessa área, Porto Alegre já se encontra relativamente pronta.

Pensando nisso, em novembro desse ano foi criada a Câmara Temática de Hotelaria e Turismo, braço do Comitê Organizador Sede de Porto Alegre, presidida pelo secretário municipal de Turismo, Luiz Fernando Moraes. O otimismo e a tranquilidade se fazem presentes nos responsáveis pela área. Segundo Moraes, as exigências da Fifa seriam de 40 mil leitos em um raio de 150 quilômetros da praça esportiva local – no nosso caso, o estádio Beira-Rio – número quase três vezes maior do que o total de leitos disponíveis atualmente na cidade de Porto Alegre, que é de 14 mil. Porém, o fato não traz maiores preocupações. “Estamos pleiteando a inclusão da região da Serra nesse número, baseados nessa possibilidade de um limite maior de distância. Incluídos os hotéis de lá, já passamos o número exigido pela Fifa”, destaca o secretário. Além disso, existem projetos conhecidos de novos hotéis na Capital, como os dos novos projetos dos estádios de Inter e Grêmio, que devem expandir o total de leitos da cidade para 20 mil lugares.

Já o setor de gastronomia oferece tranquilidade ainda maior para a Câmara. Na visão do secretário, a cidade já conta com restaurantes de qualidade de todos os tipos de culinária, do popular à alta-classe, e não deve haver nenhum esforço nesse aspecto, que deve agradar os turistas e ajudar na construção da imagem da cidade no exterior.

Outro ponto sempre lembrado é a qualificação dos trabalhadores dessas áreas para lidarem com os visitantes. Quanto a isso, o secretário Luiz Fernando Moraes avisa que os projetos de educação cultural com os porto-alegrenses que terão de lidar diretamente com os estrangeiros devem começar só em 2012 ou 2013. “Não adianta ensinar inglês básico agora, que talvez até lá já tenham perdido o conhecimento”, explica. Por isso, talvez, Porto Alegre ainda não estaria totalmente pronta para receber um grande evento como a Copa do Mundo, caso acontecesse agora em 2010; mas, em comparação aos outros setores ligados à competição, talvez seja o mais próximo do esperado para 2014. Não deve trazer problemas para a cidade.

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