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No meio de campo

08/07/2010

Sandro, do Internacional, é representado pela Trato Comunicação. Foto: Vipcomm

Paulo Finatto Jr.
paulofinattojr@hotmail.com

Não há mais como situar o esporte à margem de outros assuntos, como economia, política, meio ambiente ou cultura. Cada dia mais, o jornalismo esportivo se consolida como um ambiente extremamente especializado e de fundamental importância para as redações. Em razão do interesse pelo assunto – cada vez em maior proporção – surgiu a Trato Comunicação.

Com ênfase na área de comunicação do esporte, uma equipe de quatro jornalistas busca a profissionalização de um setor ainda pouco explorado: a assessoria de imprensa de jogadores e de dirigentes de futebol. Em uma conversa rápida com Douglas Lunardi, Rafael Antoniutti, Rodrigo Russomano e Bruna Provenzano – os nomes por trás da Trato –, os tópicos sobre assessoria de imprensa e jornalismo esportivo foram abordados.

Como surgiu a Trato Comunicação?
Todos somos jornalistas formados. Antes da Trato, alguns já haviam trabalhado no jornalismo esportivo, como o Rodrigo Russomano – que foi assessor de imprensa do Internacional – e o Rafael Antoniutti – que trabalhou em diversas rádios de Porto Alegre. O Douglas Lunardi e a Bruna Provenzano, além de outras experiências, trabalhavam com assessoria de imprensa em outros segmentos. A ideia de criar a Trato Comunicação surgiu a partir da observação de que não havia no Rio Grande do Sul uma empresa que suprisse esta demanda, já que o estado tem tradição no esporte, em especial no futebol.

Existe alguma demanda especial em razão da cidade ou do país, ou até mesmo do clube em que atua?
Trabalhamos com jogadores e técnicos de diversos clubes, grandes e pequenos. Não tem trabalho principal ou cliente principal. Alguns nos oferecem mais visibilidade, mas muitas vezes o cliente que parece menor é o que possibilita o desenvolvimento de um trabalho muito especial. Procuramos estar sempre atentos à realidade de cada assessorado. É fundamental conhecer o clube, a cidade e o país onde cada um atua. Mas temos clientes em diversos centros, como São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Polônia, Ucrânia, Noruega e Uruguai. Enfim, a distância não impossibilita o trabalho, mas exige atenção e estudo das peculiaridades de cada mercado.

E em relação aos treinadores e comissão técnica, o trabalho de vocês precisa corresponder a alguma exigência diferenciada?
Atendemos de forma personalizada cada assessorado, independente de ser jogador, treinador ou dirigente. Cada um tem necessidades e características diferentes no contato com a mídia. Para cada um é feito um planejamento de comunicação que envolve mídia tradicional, web, midia trainning, entre outros.

Léo, zagueiro do Palmeiras, é um dos clientes da Trato que não joga em Porto Alegre. Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Existe a possibilidade da Trato Comunicação abrir a sua atuação para outros esportistas e outros esportes?
Não limitamos nossa atuação ao futebol. Por ser o esporte mais popular, e consequentemente com mais recursos e mais procura, a maior parte do nosso trabalho é voltada para ele. Mas temos interesse e negociações para atender outros esportistas e também empresas ligadas ao esporte.

Como é o dia a dia da Trato? Existe alguma mudança na rotina de trabalho em dias de jogos?
Procuramos acompanhar diariamente os treinos da dupla Grenal, onde atuam a maior parte dos nossos assessorados, e também estamos sempre atentos aos veículos de comunicação. Procuramos ir a todos os jogos que acontecem no estado, mas nossa rotina não sofre mudanças significativas.

Como é a relação de vocês com os clubes de futebol?
Um dos nossos princípios é respeitar a decisão dos clubes em relação aos jogadores. Trabalhamos em parceria e sempre em contato com as assessorias, existe um respeito mútuo. Quando o jogador está com o clube, seja nos treinamentos, concentração ou jogos, a decisão é do clube.

Por outro lado, como é a relação com os veículos de informação e com os jornalistas esportivos?
Tem sido boa, embora muitas vezes os interesses sejam, de alguma forma, divergentes. Mas respeitamos o trabalho de todo mundo e somos respeitados. Os veículos sabem como a assessoria de comunicação pode auxiliar no contato com os atletas e isso vem fortalecendo essa relação profissional. O objetivo do nosso trabalho também é facilitar o deles.

De que forma vocês vêem a relação entre o jornalismo esportivo e as assessorias de imprensa? É um mercado em crescimento?
Na verdade, é uma lacuna que vem sendo preenchida, como sempre existiu em política, em economia, enfim, nas outras editorias do jornalismo. O esporte vem passando por um processo de profissionalização muito profundo e isso se estende à comunicação também. O mercado tem muito potencial, mas a comunicação como um todo está num processo importante de transformação, principalmente com o surgimento das redes sociais. Isso exige capacidade de adaptação também ao modelo tradicional do jornalismo esportivo. Nosso desafio é colaborar para que a informação esteja cada vez mais acessível a todos os interessados.

Como vocês vêem o jornalismo esportivo que é feito atualmente, sobretudo em um ano em que tivemos situações complicadas, como os casos que envolveram jogadores do Internacional – Índio e Walter – e Alejandro Valenzuela, ex-prepador físico do time?
É uma situação complicada, mas que não cabe julgamentos. Acho que hoje o público tem suficiente acesso à informação para tirar suas próprias conclusões. No que se refere aos clientes da Trato Comunicação, nosso papel é evitar ou minimizar situações desconfortáveis e buscar sempre disponibilizar as informações necessárias.

De que forma vocês analisam a relação de conflito que existe entre Dunga e a imprensa brasileira?
Penso que não vem mais ao caso diante dos acontecimentos pós-Copa. De toda forma, acho que houve falta de entendimento de ambos os lados. O relacionamento acabou ficando muito desgastado, o que deixou um clima bélico entre o Dunga e os jornalistas, onde nenhuma falha era perdoada de parte a parte. Acho que a crítica, não sendo de caráter pessoal, precisa ser absorvida e respondida de forma civilizada.

Trato Comunicação
http://www.tratocomunicacao.com

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